Curiosidades

O Porquê do título da revista “O Marquês” em que a primeira publicação de Março de 1985, pretendia ser nessa altura o elo de ligação entre associados da AUBI, com periodicidade bimestral:
“A reunião prolongou-se noite adentro. Depois de cumprida a Ordem do Dia, de estruturado este primeiro número do Boletim e gizado um símbolo para o novo e “poderoso” instrumento dos “mass media”, faltava, para a capa, o título.
Sugeriram-se nomes. Refutados uns, pendentes uns quantos, em quase todos eles a chalaça irreverente… Só visto e ouvido!…
Quando parecia ficarmo-nos pel’ “O Canudo” (C-A-N-U-D-O) eis que “O Marquês” destronou aquela cilíndrica forma e se arrogou foros de supremacia. Uma vez mais…
Após breve análise, tal título parece-nos sugestivo e enquadrado. Senão vejamos.
O IUBI, a escola onde adquirimos algum saber científico, que implantou e consolidou a sua estrutura funcional na que foi a “Real Fábrica dos Panos”, construção que se nos afigura um verdadeiro “ex-libris” da cidade da Covilhã e que foi obra do Marquês de Pombal.
Ora foi devido à acção do Marquês que se operou a reforma das mentalidades da época, começando por extinguir o ensino peripatético (verbalista), hostil às inovações progressivas, e substituindo-o pelo experimental, na linha influenciadora dos estrangeirados que “puseram o dedo clínico nas úlceras culturais da época”, arejando as consciências, despertando o gosto pelas novas formas do saber.
Foi por isso que a “Real Fábrica”, no seu início, se destinou à divulgação do ensino prático.
“Mutatis mutandis”, também o IUBI veio introduzir e desenvolver nesta região o conhecimento científico superior, fomentar relações inter-regiões e inter-países, incentivar mesmo uma dinâmica cultural consentânea com as realidades actuais, numa palavra, mudar um certo “statu quo”.
Tal analogia de acção, e só essa, nos induziu à preferência deste título.”
A. Mesquita
Bons Tempos na UBI: 
Adoptou-se uma primeira designação “Bons Tempos na UBI”, jantar anual que se realiza em Outubro. Nascido por um grupo de antigos alunos, o objectivo era celebrar a passagem por esta instituição de ensino superior, mantendo vivas preciosas memórias. Após 13 anos de inactividade e reactivada a AUBI, deu-se continuidade a este festejo.
É engrandecido pela participação de várias gerações de Alunos testemunhos da evolução da instituição, de Instituto Politécnico da Covilhã, para Instituto Universitário da Beira Interior, até ser Universidade da Beira Interior como se nomeia actualmente.
Arco da Velha:
O Arco da Velha surgiu para reunir todos os Antigos Alunos da UBI num único evento anual. Por tradição, este encontro acontece na semana da Recepção ao Caloiro e tem como objectivo recordar memórias de momentos vividos enquanto estudantes Ubianos. Para traduzir o espírito académico destes encontros, adoptou-se a designação “Arco da Velha”. Este nome vem em parte do “Arco” como um dos símbolos identificativos da UBI que, por si só, não era satisfatório e não traduzia o espírito destes convívios. Por isso, complementou-se com a expressão popular que nos transporta ao passado e faz alusão às situações caricatas vividas nesta instituição, que “são coisas do Arco da Velha”.